Breve Resumo Histórico

Parece ser um genitivo mediaval de um nome pessoal(Rugi Ruges) de origem germânica, aluindo a uma villa de um indivíduo desse nome.

Já em 922 o rei D.Ordonho II de Castela e Leão doou Cambra ao bispo D. Ordonho e ao mosteiro de Crestuma.
Segundo alguns estudiosos, na altura da fundação da monarquia portuguesa, Macieira de Cambra pertencia ao bispado de Mérida, passando mais tarde para os bispos de Coimbra e no século XIV passou a fazer parte das terras de Santa Maria por doação a Fernão Pereira.
Só em 1510, no dia 10 de fevereiro é que D.Manuel I concede Foral a Macieira de Cambra, sede do concelho até 30 de dezembro de 1926.
É provável que lhe tenha sido concedido Foral no princípio da nacionalidade, mais precisamente no reinado de D.Sancho I, já que no foral de D.Manuel se fazem referências ao maço de 5 forais antigos.
Os documentos dos primeiros forais desapareceram durante a primeira Invasão Francesa.
Assim a terra de Cambra embora tivesse como donatários os Pereiras, constituía um senhorio distinto.
Quando da extinção desta família passaram as terras de Cambra para a Casa do Infantado.
O Concelho de Cambra da era moderna foi criado por decreto de 16 de maio de 1832.A 10 de dezembro de 1867 foi suprimido e anexado a Oliveira de Azeméis.
Sendo de novo suprimido mais tarde, é anexado a Oliveira de Azeméis a 21 de novembro de 1895.
A 13 de janeiro de 1898 volta a ser independente até 31 de dezembro de 1926.
Pelo decreto 12.976 foi extinto o concelho de Macieira de Cambra e foi transferida a sede para o lugar da Gandra de Vila Chã, passando o Concelho e a povoação a denominar-se Vale de Cambra.
A Freguesia de Salvador de Rôge era pertencente às terras de Macieira de Cambra, que foram priorado da apresentação dos condes da Feira.
Passou a fazer parte das terras de S.Maria por doação a Fernão Pereira (pai do primeiro conde da Feira) e liga-se desta forma a estirpe de Cambra aos senhores da Feira, linhagem iniciada por D.Afonso Annes casado com D.Urraca Peres.
O lugar de Rôge era da ordem de Avis, de mosteiros e de igrejas e dava-se aí a fossadeira à coroa sendo no mais honrado por fidalgos filhos e netos de Nuno Peres. Rôge passou a ser da Comarca de Esgueira em 1527 e passou sucessivamente para as comarcas de Estarreja, Arouca e Oliveira de Azeméis.
Existe também uma referência escrita a um dos lugares da freguesia – Soutêlo que surge num documento medieval anterior à fundação da nacionalidade numa doação feita no ano de 924.
Quanto a Sandiães era uma honra que abrangia os lugares de Soutêlo e Pedre e bens de mosteiro, igrejas e nobres, especialmente a “a quintã” que fora de João Cambra e de Fernão Cambra.